sábado, 7 de março de 2009

Europa


Depois da aterrissagem do avião, enfim pude sair e esticar as pernas. Lá estava frio, mas nem tanto, por volta de uns 12C. Ainda estava noite e havia um ônibus nos esperando. Desci a escada e entrei no ônibus, o mesmo nos levou até o aeroporto. Lá haviam várias pessoas esperando pelo controle de passaporte. Haviam três tipos deles: um para cidadãos europeus, outro para cidadãos de língua portuguesa. Eu fui primeiro nesse mas depois vi que as pessoas que acompanhei do avião até ali tinha ido ao terceiro tipo de controle, o de cidadão de outros países, e eu os acompanhei como uma maria-vai-com-as-outras.

Demorou muito. Descobri que a mulher atrás de mim, uma loira alta, era brasileira e logo começamos a conversar. Logo descobri que ela tinha vindo de Maputo e que ela trabalhava com direitos humanos. Achei super legal.

Nem pude acreditar, a gente havia passado quase 2 horas na fila. Perbeci que em Portugal as coisas estavam muito bevagar. Mas o que eu podia fazer, né?

Já eram 7 horas da manhã e ainda nada. Descobrimos que o cara que estava atrás de nós também era do Brasil e ia a Amsterdã e o vôo dele sairia às 8:00. Então eu e a outra mulher deixamos que ele passesse. Eu era o próximo. Tive muito medo por que seria ali que eles me checariam. E autoridades portuguesas são bem famosas por desavenças com brasileiros.

Dirigi-me até à ''guarita'' onde estava a autoridade, dêi-lhe o meu passaporte, ele abriu-o, viu meu visto e com uma cara carrancuda perguntou-me de onde vinha e pra onde ia. Eu respondi: Gotembrugo! Ele carimbou o meu passaporte com o carimbo português e então passei pelo portão desejando-lhes um bom dia, mas a resposta dele não me veio.

Do outro lado havia a checagem da polícia portuguesa. Eles me envestigaram e então passei. Eu não sei se era por que eu estava muito nervoso ou se era assim mesmo, mas o aeroporto de pareceu um tanto que confuso. Tive de perguntar a uma polícial onde era o meu portão de embarque. Então, me dirigi diretamente para lá, chequei onde era, olhei em volta. Era uma sala cheia de janelas de vidro muito bonita. As poltronas eram de madeira, mas tudo era um tanto que aconchegante.
Esperei algumas horas, bem poucas, pois a maior parte do tempo fiquei no controle migratório. Ainda tive a audácia de usar 1€ para ficar 10 minutos na internet e não fazer porra nenhuma ''online''.
Na sala haviam varios destinos estranhos para mim, como aviões para: Oslo, Estocolmo, Praga e Bucapeste.
Finalmente havia chegado a hora de ir para minha próxima conexão, Munique na Alemanha. Pensei: - Agora é que começa a emoção!!!
Pegamos outro ônibus em direção à uma aeronave da TAP menor, bem ao lado do Damião de Góis, o avião no qual vim a Portugal. Decolamos e seguimos em direção a Alemanha. O avião fazia alguns barulhos estranhos, ai que medo!!!

sexta-feira, 6 de março de 2009

Adeus Brasil


Não consegui dormir muito bem na madrugada do dia 3 de março. Estava muito ansioso com as mudanças que me esperavam dali por diante. Não acredivava que depois de tanto tempo de espera, finalmente, chegara a hora de ir embora daquele lugar cheio de lembranças: boas e más. Eu jurei a mim mesmo que eu ia fazer daquela oportunidade algo bem grandioso a minha vida.

O dia 3 de março foi bem estranho, aos que não sabiam de minha partida não lhes parecia nada estranho e realmente foi um dia como outro qualquer. Fiz o que devia fazer, comprei o que devia comprar em minha última visita ao surpermercado, voltei pra casa e quando minha vó, enfim, foi buscar minha priminha no colégio pode começar a me arrumar para a despedida.

Não gosto nem um pouco de despedidas nem de chororo, mas tive que agüentar mais essa. Liguei para a minha mãe que mora longe do Recife, na Paraíba. Ela chorou ao me ouvir dizer que já estava na minha hora de ir embora, tentei acalmá-la, claro, pois não queria ninguém chorando por mim, não suporto isso!

Depois, era a vez de Amparo e Êlyza chorarem por uma besteirinha, nem minha vó havia derramado uma só gota de lágrima por mim (não que eu saiba, claro).

Terminei tudo, ainda me despedi do meu primo, minha tia e de Bambanzinho (O cahorro de Êlyza querido por todos)e então, fomos eu, Êlyza, minha priminha Vívian e minha avó ao aeroporto internacional dos Guararapes.

Lá, fiz primeiro o meu cartão de fidelidade e o ''check in''. O cara que estava me atendendo olhava de mim à foto do meu passaporte muitas vezes, percebi que ele estava achando algo estranho. Mas ainda não sabia o que era. Só depois que ele me disse que eu parecia ser bem mais novo que eu aparentava.

Ficamos andando por todo o aeroporto até eu encontrar alguns amigos que haviam marcado de me encontrar para se despedir de mim.
Juntamo-nos todos ao redor de uma mesa na praça de alimentção do aeroporto de começamos a conversar altos papo do passado, de coisas engraçdas, curiosas e até mesmo, do futuro. Eu e Fernanda (uma grande amiga minha) até dançamos forró pra todo mundo ver - foi muito engraçado, principalmente por que não sou um bom dançarino.

Depois, por volta das 5:45, decemos e fomos até o portão de embarque internacional do aeroporto, onde conversamos um bocado até a hora da partida. Dei um abraço e até mesmo conselhos a todos o que vinheram me ver naquele momento tão importante pra mim. Em alguns, dei mais de uma vez! Êlyza, meu Deus, chorou e chorou. Fernanda me surpriendeu com a seriedade na hora da despedida, minha vó estava com uma serenidade invejável, embora soubesse eu que ela estava super nervosa e preocupada comigo. Minha priminha estava feliz acho, por que eu iria ver neve e em breve ela também. Minha tia também estava um tanto que preocupeda comigo. Mas tentei esquecer de todos os maus pensamentos e entrei de vez no portão.
Pela primeira vez eu pude ver como era aquela parte do aeroporto. Tantas pessoas eu vira passar por aquele portão me dizendo adeus e agora era a minha vez. Eu não acretitava naquilo. Fui então em direção aos portões da polícia federal, eles me checaram, passei pelo controle de passaporte, onde a mulher também me perguntara se eu era de menor. E enfim, cheguei à sala de espera. Eu já havia a visto antes via foto, mas o vivo era muito maior do que imaginava.
Havia ali muita gente de vários países. Identifiquei alguns suecos e ao ouví-los conversarem entre si pensei: - ''Essa é a língua que eu vou falar daqui por diante''. E tive um arrepio! Vi também um norueguês, alemães e alguns outros.
Demorei um temporão a espera do avão que me levaria à Lisboa. Liguei para Êlyza e falei com ela e Fernanda, todos já haviam saído exeto elas e elas me disseram que não poderia, infelizmente, esperar pela decolagem.
Depois de esperar por um longo tempo, enfim, entrei no avião TAP 0154 com o nome de Damião de Góis com destino à capital portuguesa. Eu sentei numa janela do lado direito - tinha pedio ao cara do ''check in'' para me por em uma janela da ESQUERDA para assim, ver o Recife à noite, mas tudo bem. A viagem foi boa, a comida que eu tanto esperava foi gostosa, mas eu não gostei tanto do prato-principal. Gostei mais das sobre-mesas.
Não se podia ver nada do lado de fora da janela, mas por vezes vi uma ou outra ilha, a maior foi uma das ilhas Canárias. As estrelas também já haviam mudado.
Já no final de minha viagem, comecei a me sentir mal, pois avião teve muita turbulência, eu via que estávamos perto de Lisboa pelo mapa, mas a cidade não nos aparecia e isso me deixava ainda mais nervoso. Por fim, percedi que o avião começava a se aproximar no chão, mas Lisboa ainda não aparecia aos nossos olhos, mas de repente, o avião atravesou as núvens super rápido e puder ver, com todo o seu brilho, a velha Lisboa. - Que cidade linda, pensei! Super perfeita em seus detalhes, super organizada pelo que pude ver de cima, vi então uma daquelas famosas pontes da capital portuguesa, mas eu já começava a querer vomitar e eu não sabia se eu olha pela janela ou se tenava de deitar mais para que não vomitasse, mas enfim, o avião aterrissou e a áusea passou.